Caderno de Receitas

da Cynthia Semíramis

Sopa de feijão branco com alho e salsa

Quando li a receita da sopa de feijão branco da Marcella Hazan, tinha certeza que não era pra mim: não gosto de alho, não gosto de salsa e não gosto de feijão. Num daqueles dias de tédio, que eu precisava comer alguma coisa diferente, arrisquei fazer essa receita e adorei o resultado.

A receita original é pra 4 a 6 pessoas. Eu sigo as instruções do endocrinologista e faço porção individual usando 80g de feijão branco cozido. Pode parecer pouco, mas é um bom jantar, e ainda permite um chocolatinho ou uma fruta de sobremesa.

Nem sempre tenho caldo, então substituo por água quente sem dó. Às vezes faço uma graça e refogo gengibre (que eu também não gosto) junto com o alho. A salsa (que eu detesto) é fundamental: quanto mais, melhor.

Depois dessa sopa, aprendi a lição: você não gosta de determinados ingredientes porque ainda não os experimentou na combinação certa.

Sopa de feijão branco com alho e salsa

1/2 xícara de azeite de oliva extra virgem
1 colher (chá) de alho picado
2 xícaras de feijão branco cozido e escorrido
1 xícara de caldo de carne
2 colheres (sopa) de salsa picada
sal e pimenta-do-reino a gosto

Aquecer o azeite.
Saltear o alho no azeite até ficar ligeiramente dourado.
Adicionar o feijão, sal e pimenta. Tampar a panela e cozinhar por 5 minutos.
Amassar parte do feijão, transformando-o em purê, pra sopa ficar cremosa.
Cozinhar por mais 5 minutos.
Corrigir os temperos.
Adicionar a salsa e servir.

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Iscas de frango grelhadas

Frango, pra mim, é a carne mais sem graça do mundo. Até ontem, a única exceção foi o primeiro filé de frango que comi no Assacabrasa (uns 10, 12 anos atrás); os que comi depois não foram tão bons assim. Pelo menos entendi que o segredo está nos temperos.

Já faz um tempo que venho me obrigando a comer outros tipos de carne, e vinha testando temperos pra frango, mas sem muito sucesso. Aí ontem consegui a façanha: um bom filé de frango cortado em iscas, bons temperos, e uma grelha de ferro renderam um jantar delicioso.

Em uma tigela coloquei 1 colher de manteiga, bastante sal grosso e pimenta-do-reino moída na hora, suco de 1/2 limão, 1 colher (sopa) de manteiga e 1 colher (chá) de tahine. Levei ao microondas para derreter a manteiga.

Cortei 1 filé de frango grande (cerca de 180g) em iscas. Coloquei na tigela de temperos e misturei bem, até a carne ficar bem coberta pelos temperos.

Aqueci muito bem a grelha de ferro. Com uma pinça, distribuí as iscas em toda a grelha. Depois de uns 4 minutos, virei cuidadosamente as iscas, para dourarem dos dois lados.

Servi com mini-cenouras e tomatinhos sweet grape temperados (sal, limão, pimenta-do-reino, gotinhas de azeite) e com uma tigelinha de requeijão cremoso (com sabor de ervas) para molhar as iscas de frango. O requeijão não é fundamental, pois as iscas de frango estavam saborosas o suficiente, mas fez sua graça.

Em 15 minutos fiz um jantarzinho delicioso que combina com caipirinha ou cervejinha 😉

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Eu já… eu nunca…

A Rita fez uma listinha de “eu já… ” e “eu nunca…”, inspirada na Tina, que por sua vez se inspirou na Marina W. Resolvi fazer a minha versão falando só sobre alimentação:

  • Eu já coloquei sal ao invés de açúcar em maçãs ao vinho.
  • Eu nunca comi comida japonesa (e não tenho a menor curiosidade em experimentar).
  • Eu já virei uma tigela de claras em neve de cabeça pra baixo pra explicar pro marido que estariam no ponto certo quando a tigela fosse virada e as claras não caíssem. Caíram.
  • Eu nunca fiz piquenique com minha toalha de piquenique.
  • Eu já escolhi legumes e queijo no supermercado através do olfato, levando pra casa o que estivesse com o cheiro mais atraente. É um método excelente para ter ingredientes de primeira qualidade. Pena que o olfato nem sempre colabora…
  • Eu nunca cozinhei feijão
  • Eu já fiz pizza, fettuccine, ravioli e tagliatelle.
  • Eu nunca comi escargot (e nem quero).
  • Eu já fiz dieta a sério, indo a nutricionista e endocrinologista, contando 800-1000 calorias por dia, fazendo exercícios físicos, etc. Deu tudo errado (hormônios enlouqueceram, tive anemia e labirintite), e passei uns bons meses de repouso até me recuperar.
  • Eu nunca tive nem usei panela de pressão
  • Eu já tentei ser vegetariana, com orientação nutricional e todas as precauções a que tinha direito. A anemia me derrubou mesmo assim.
  • Eu nunca fiz curso de culinária. Aprendi a cozinhar lendo blogs e livros de comida.
  • Eu já fiz ração caseira pros gatos. Gostaram… mas enjoaram em dois dias.
  • Eu nunca aprendi a fazer a fabulosa carne assada da minha avó.
  • Eu já errei a mão e deixei o macarrão – importado e caro – cozinhar demais.
  • Eu nunca comi empanadas em Buenos Aires
  • Eu já passei uma semana em Londres com 10 libras pra comida por dia. Eu certo e foi ótimo.
  • Eu nunca imaginei que fosse sentir tanta falta de bife de chorizo, cheddar e coca-cola diet sem cafeína.
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Como salvar um brownie que deu errado

Resolvi fazer o brownie de cacau em forminhas individuais. O problema é que o brownie passou um pouco do ponto e grudou nas forminhas de papel.

Óbvio que eu não ia jogar aquelas delicinhas fora. Lembrei das rum balls da Martha Stewart, que são feitas a partir de brownies, e fiz a minha versão.

Escavei cada uma das forminhas com o brownie, colocando o que pude resgatar do recheio em uma tigela. Acrescentei um pouquinho de licor Tia Maria, apenas para dar liga. Enrolei bolinhas irregulares, passei no açúcar cristal com cacau em pó, e levei à geladeira. Na aparência lembram trufas, mas o gosto é de brownie dos bons, geladinho.

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Nhoque assado

Um belo dia eu estava passeando pelo TasteSpotting e vi baked gnocchi. Li e reli a receita sem acreditar que tanta simplicidade funcionava. Aí testei em casa. Fez sucesso. Testei em casa de novo, com sucesso. Servi para amigos, e novamente foi um sucesso. Perfeito para aqueles dias de preguiça…

Nhoque assado

1 embalagem de nhoque pré-pronto (fica na parte de massas frescas refrigeradas do supermercado)
azeite a gosto
ervas secas ou frescas a gosto (eu uso manjericão ou cebolinha)
sal a gosto
pimenta-do-reino moída na hora a gosto

Aquecer o forno a 180 graus.
Em uma tigela, colocar azeite, sal, pimenta e ervas.
Misturar para ficar homogêneo.
Abrir a embalagem de nhoque e colocar aos poucos na tigela, misturando com um garfo até ficarem cobertos pela mistura de azeite e temperos.
Distribuir os nhoques temperados em uma assadeira.
Levar para assar por cerca de 20 minutos, até começarem a dourar.
Servir quente ou morno como acompanhamento para cervejas e caipirinhas.

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Bolinho arco-íris

Este é um bolinho básico e bem gostoso.

O problema deste bolinhos é que só podem ser feitos por quem tem paciência! Primeiro precisa de paciência para colorir a massa com anilina ou corante, mas sem que ela perca volume. E depois tem de ter paciência para montar as camadas de massa colorida com jeitinho, para não misturar as cores. Quem não tem paciência é melhor não arriscar: basta pular a parte da anilina e curtir o bolinho de baunilha com cobertura de chocolate.

Vi a receita do bolinho colorido no michelle’s recipe box. A cobertura é variação desta cobertura do The Cookie Shop.

Bolinho arco-íris

1 xícara de açúcar
100g de manteiga em temperatura ambiente
2 ovos
2 colheres (chá) de extrato de baunilha
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1 3/4 colheres (chá) de fermento em pó
1/2 xícara de leite
anilina ou corante alimentício

Aquecer o forno a 180 graus
Untar 12 forminhas de cupcakes, ou colocar forminhas de papel em formas de empada ou de cupcakes.
Misturar e bater manteiga e açúcar até se tornarem um creme fofo e claro.
Acrescentar os ovos, um por vez, esperando incoporar antes de acrescentar o seguinte
Acrescentar a baunilha.
Adicionar a farinha e o fermento em pó, misturando delicadamente.
Incorporar o leite.
Separar a massa em várias tigelas (o número exato depende de quantas cores você irá utilizar).
Acrescentar o corante a cada uma das tigelinhas de massa. Misturar delicadamente até ficar da cor desejada.
Com uma colher de café e muita paciência, formar as camadas coloridas de cada um dos bolinhos.
Levar para assar por cerca de 25 minutos.
Se os bolinhos ficarem altos, assim que saírem do forno achate sua superfície com uma colher.
Esperar esfriar antes de colocar a cobertura.

Cobertura

100g de chocolate meio amargo
3 colheres (sopa) de manteiga
1 colheres (chá) de glucose de milho (Karo)

Levar a manteiga ao fogo baixo em panela de fundo grosso.
Quando estiver começando a derreter, colocar o chocolate picado.
Esperar derreter antes de acrescentar o Karo.
Misturar bem.
Colocar a calda sobre os bolinhos.
Só coloque outros enfeites e confeitos sobre os bolinhos depois que a cobertura começar a esfriar e endurecer (se a cobertura estiver quente, os confeitos afundam).

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