Caderno de Receitas

da Cynthia Semíramis

Limonada

Esta limonada está no Nigella Express, e é uma delícia. Até eu, que de-tes-to água com gás, gostei. Fiz com limões taiti orgânicos, pois não encontrei limões sicilianos pra comprar. Mas ela fica melhor pra um lanchinho da tarde do que pra levar pra um piquenique… tem de ter muito gelo, e a água não pode perder o gás.

Limonada

1l de água mineral com gás
2 limões orgânicos
4 colheres (sopa) de açúcar (usei 7)

Cortar os limões em 8 pedaços.
No liquidificador, bater bem um dos limões com 500ml da água mineral com gás e metade do açúcar.
Repetir o procedimento com a outra metade dos ingredientes.
Coar a limonada, pressionando bem a peneira ou coador, e transferir tudo para uma jarra ou garrafa.
Servir em copos com gelo.

Anúncios
Deixe um comentário »

Lei Seca

Poucas coisas estão me tirando tanto do sério quanto a Lei Seca no trânsito. E olha que eu não dirijo! Concordo com o Josimar Melo:

A primeira, se a coisa pegar, é atacar uma tradição cultural atávica da humanidade — a de beber socialmente, confraternizar com a bebida. Tradição que data da remota antiguidade, presente nas festas das colheitas, nas celebrações religiosas, nas comemorações das conquistas. A depender da lei, um jantar de vários casais na casa de amigos ou num restaurante fará com que metade dos presentes fique na Coca-Cola, destruindo seu prazer gastronômico e o clima de compadrio. E impondo o rigor disciplinar, a sobriedade careta, que religiões e moralistas de vários matizes adoraram ter como regra para uma humanidade disciplinada e domesticada.

Simplesmente a lei estragou a graça de fazer um belo jantar em casa, ou sair para encontrar os amigos. E não estou falando só das bebidas, como cerveja, chope ou vinho, mas também de comidas com algum teor de álcool. Por via das dúvidas, nada de trufas de caipirinha, nada de rum no sorvete, nada de bailey’s na calda do bolo, nada de carne na cerveja… cozinhar para amigos perdeu um bocado da diversão.

Se a fiscalização e o estardalhaço que estão fazendo agora tivessem sido feitos com os limites anteriores da lei (era 6dg/l, agora é zero), não seria necessário obrigar as pessoas a abolir álcool de todo e qualquer tipo (inclusive remédios e listerine). Mas o que parece é uma cruzada contra bebidas alcoólicas, e não apenas pela segurança no trânsito.

Antes que venham me falar dos índices de acidentes devido ao abuso de álcool, digo que é necessário um limite, sim. Mas ele tem de ser feito com fiscalização, e não com proibição. O índice anterior proporcionava um limite equilibrado, mas nunca vi blitze nas regiões mais boêmias da cidade.

Proibindo todo e qualquer teor de álcool, estão punindo quem muitas vezes nem sabe exatamente o que está consumindo… como ter certeza de que a comida não tem um pouquinho de álcool para dar um sabor extra? O Vitor Hugo fez um post explicando o quanto resta de álcool na comida, dependendo do tipo de cozimento. Vale muito a pena a leitura, até pra acabar com aquele mito de que bebida alcoólica evapora completamente.

Aqui em casa, por enquanto, comida incrementada com bebidas alcoólicas não vai ter tão cedo, e mesmo fazer uma caipirinha ou abrir um vinho serão eventos planejados com antecedência. É muito chato isso, mas mais chato é blitz acabar com o nosso orçamento… enquanto isso, fico torcendo pra alguma autoridade com bom senso voltar a exigir apenas o limite antigo de álcool no sangue.

2 comentários »