Caderno de Receitas

da Cynthia Semíramis

Por que comemos tanto?

Com o sugestivo subtítulo de “Não é apenas a nossa fome que determina o que comemos”, Brian Wansink escreveu um livro muito interessante sobre técnicas de alimentação.

Só li o livro porque este post da Nalu me deixou curiosa. Não é de hoje que tenho dificuldades para emagrecer, já experimentei várias dietas até descobrir que grande parte do problema é hormonal/medicamentoso, e não tem relação direta com força de vontade. O que eu não imaginava é que somos influenciados a comer mais, e que somos “traídos” por mecanismos psicológicos de compensação.

O livro traz algumas pesquisas interessantíssimas sobre como nós somos condicionados a comer (algumas delas são hilárias, como a tigela inesgotável de sopa), e sintetiza tudo em dicas de alimentação consciente bem fáceis de serem colocadas em prática.

Algumas dicas do livro:

  • “A melhor dieta é aquela que não sabemos que estamos fazendo” (p.11)
  • Uma forma eficaz de emagrecimento a longo prazo é cortar até 20% da comida que seria ingerida. Nosso corpo não interpreta como ruim um corte de 100 a 200 calorias por dia, mas se ressente quando passamos de 2000 para 1200 calorias
  • Aprenda a parar de comer: identificar a saciedade, comer apenas o que colocou no prato, nunca se servir diretamente do pacote, não depender de pistas externas (o fim do pacote ou da bebida, por exemplo) para parar de comer
  • Observe os momentos em que se alimenta, evitando que o ato de comer seja inconsciente. A partir daí, modifique esses hábitos para se tornarem mais saudáveis. Por exemplo: se você exagera na comida para se compensar de um dia estressante, tente mudar o tipo de comida, ou procure fazer outras atividades relaxantes antes de comer. A parte final do livro traz os principais tipos de perigos à dieta (se empanturrar à mesa, se empanturrar em festas, ir a restaurantes com freqüência, comer na mesa do escritório ou no carro, beliscar entre refeições) e sugestões para modificar esses hábitos alimentares
  • Pratos grandes, colheres grandes e copos largos fazem com que as pessoas comam mais, pois parece que estão vazios. Um self-service aqui perto usa pratos enormes, eu custei a entender que podia deixar o prato quase vazio e, mesmo assim, comer muito bem
  • Quanto maior a variedade de comida, mais as pessoas comem. Isso vale para rodízio de carnes e massas, mas também vale para doces. Quanto mais coloridas forem as balas (ou m&m’s), mais você comerá
  • As pessoas consomem mais o que está à mão e visível. Deixe comidas tentadoras guardadas no fundo da despensa ou em potes opacos
  • A maior parte dos alimentos industrializados vem com indicações de porções que podem ser bem maiores que a sua necessidade, portanto divida a comida em plásticos ou potinhos menores, que passarão a ser a nova medida de uma porção
  • as pessoas tendem a compensar a comida saudável e sem gosto com extras calóricos (ex: sanduíche saudável com batatas fritas e maionese), e acabam por ingerir, sem perceber, mais calorias e gorduras do que gostariam
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Larousse da cozinha prática

larousse cozinha pratica

Seguindo a excelente dica da Ana Elisa, aproveitei uma promoção na Fnac e comprei o Larousse da Cozinha Prática. Estou encantada, valeu cada centavo! O livro deveria se chamar “culinária para dummies” e tem tudo que iniciantes precisam saber. Algumas coisas não são novidade pra mim, pois já aprendi na marra, como os pontos do bife. Mas outras… como pude viver tanto tempo sem saber?

O livro é dividido em duas partes. Na primeira, explica técnicas culinárias básicas e traz explicações sobre ingredientes e sua conservação. Na segunda, apresenta receitas simples, divididas pelo ingrediente principal, com variações possíveis, e dicas de cardápio e de vinhos que se harmonizam com o prato. Também há um guia com fotos passo-a-passo dos principais molhos, massas e cremes doces.

É um excelente manual. Não vejo a hora de testar as receitas, mas antes vou estudar um pouco mais…

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A Grande Cozinha: sorvetes e sorbets

Comprei o volume de Sorvetes e Sorbets da série “A grande cozinha“, da Abril, que compreende a adaptação brasileira de uma série livros italianos de culinária. Gostei da qualidade do livro, pelo preço (R$12,90) não esperava tanto: papel bom, fotos apetitosas, receitas relativamente interessantes.

A parte final, intitulada “Escola de cozinha” deveria estar no início do livro. Ela é muito instrutiva, pois explica detalhadamente desde os ingredientes básicos até as proporções ideais para fazer os mais diversos tipos de sorvetes. Tem também uma tabela para conversão de medidas, um glossário e explicações bastante simples sobre as técnicas adequadas para fazer sorvetes, sorbets, granitas e semifredos. A parte desagradável está nas massas básicas, pois exigem o uso de açúcar comum e dextrose, no que me parece ser uma overdose de açúcar desnecessária.

As receitas são divididas entre sorvetes, sorbets, semifredos e tortas geladas (os mais interessantes), receitas do mundo e receitas de chef (mais elaboradas). Algumas já pedem o sorvete pronto, o que parece uma pequena trapaça, pois as receitas terão de ser deduzidas da escola de cozinha no final do livro.

Com certeza vou testar algumas receitas (estou curiosa pra saber o gosto de sorvete de maçãs verdes com manjericão), mas preciso estudar a parte técnica com mais atenção. À medida que eu for preparando os sorvetes, conto pra vocês o resultado.

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