Caderno de Receitas

da Cynthia Semíramis

E o verão chegou!

O Sol - Epicurean Tarot

O Sol - Epicurean Tarot

Que venham ótimas festas, sol, calor e fartura para todos nós! 🙂

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Dezembro

Passei no mercado e comprei amoras, mirtilos, cerejas. Tirinhas de casca de laranja e limão (maravilhosas, como pude viver tanto tempo sem conhecer algo tão bom?) Cerejas glaçadas (nunca tinha visto por aqui). Abacaxi cristalizado. Cortadores de biscoitos. Dezembro sem fazer panetone e biscoitos não tem graça.

Agora só preciso de um tempinho no trabalho para mergulhar na cozinha 🙂

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Bolinhos de chocolate com geléia

Mais uma receita divina da Nigella. Na receita original, ela pede geléia de cereja. Já fiz os bolinhos com geléia de framboesa (razoável), com geléia de laranja (bom, mas nada excepcional), e com geléia de morango (a perfeição completa, minha irmã pensou que o bolinho havia sido feito com morangos in natura). A receita é facílima de fazer, e só suja uma panela. Rende 12 bolinhos, feitos nas minhas já sofridas duas formas de silicone, cada uma com capacidade para 6 muffins.

Bolinho de chocolate com geléia

125g de manteiga sem sal
100g de chocolate amargo, em pedaços pequenos
300g de geléia (use uma de boa qualidade, tipo a queenberry ou a )
100g de açúcar
2 ovos batidos
150g de farinha de trigo
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio (a receita original pede farinha com fermento)
1 pitada de sal

Aquecer o forno a 180 graus.
Distribuir 12 forminhas de papel nas formas de muffin.
Derreter a manteiga.
Juntar o chocolate picado, desligar o fogo e mexer até derreter.
Acrescentar a geléia, o açúcar e os ovos, misturando até ficarem homogêneos.
Peneirar a farinha com bicarbonato e sal, e juntar à massa aos poucos, misturando sempre.
Colocar nas forminhas e levar para assar por cerca de 30 minutos.
Esperar 15 minutos antes de desenformar.

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Lei Seca

Poucas coisas estão me tirando tanto do sério quanto a Lei Seca no trânsito. E olha que eu não dirijo! Concordo com o Josimar Melo:

A primeira, se a coisa pegar, é atacar uma tradição cultural atávica da humanidade — a de beber socialmente, confraternizar com a bebida. Tradição que data da remota antiguidade, presente nas festas das colheitas, nas celebrações religiosas, nas comemorações das conquistas. A depender da lei, um jantar de vários casais na casa de amigos ou num restaurante fará com que metade dos presentes fique na Coca-Cola, destruindo seu prazer gastronômico e o clima de compadrio. E impondo o rigor disciplinar, a sobriedade careta, que religiões e moralistas de vários matizes adoraram ter como regra para uma humanidade disciplinada e domesticada.

Simplesmente a lei estragou a graça de fazer um belo jantar em casa, ou sair para encontrar os amigos. E não estou falando só das bebidas, como cerveja, chope ou vinho, mas também de comidas com algum teor de álcool. Por via das dúvidas, nada de trufas de caipirinha, nada de rum no sorvete, nada de bailey’s na calda do bolo, nada de carne na cerveja… cozinhar para amigos perdeu um bocado da diversão.

Se a fiscalização e o estardalhaço que estão fazendo agora tivessem sido feitos com os limites anteriores da lei (era 6dg/l, agora é zero), não seria necessário obrigar as pessoas a abolir álcool de todo e qualquer tipo (inclusive remédios e listerine). Mas o que parece é uma cruzada contra bebidas alcoólicas, e não apenas pela segurança no trânsito.

Antes que venham me falar dos índices de acidentes devido ao abuso de álcool, digo que é necessário um limite, sim. Mas ele tem de ser feito com fiscalização, e não com proibição. O índice anterior proporcionava um limite equilibrado, mas nunca vi blitze nas regiões mais boêmias da cidade.

Proibindo todo e qualquer teor de álcool, estão punindo quem muitas vezes nem sabe exatamente o que está consumindo… como ter certeza de que a comida não tem um pouquinho de álcool para dar um sabor extra? O Vitor Hugo fez um post explicando o quanto resta de álcool na comida, dependendo do tipo de cozimento. Vale muito a pena a leitura, até pra acabar com aquele mito de que bebida alcoólica evapora completamente.

Aqui em casa, por enquanto, comida incrementada com bebidas alcoólicas não vai ter tão cedo, e mesmo fazer uma caipirinha ou abrir um vinho serão eventos planejados com antecedência. É muito chato isso, mas mais chato é blitz acabar com o nosso orçamento… enquanto isso, fico torcendo pra alguma autoridade com bom senso voltar a exigir apenas o limite antigo de álcool no sangue.

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Tá frio…

Para coroar uma semana péssima, gelada, com uma notícia ruim atrás da outra, na sexta chegou o meu termômetro de forno. E foi aí que descobri que o meu forno, que nominalmente faz 280º, com muito esforço chega a, no máximo, 200…

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Retornando à cozinha

Este ano, demorou pra esfriar em Belo Horizonte, então nem me preocupei muito com as precauções que sempre tenho de tomar na temporada outono-inverno para não sentir frio e ter uma crise de asma. Semana passada fez um friozinho, mas eu estava lerda demais, com muitos problemas pra resolver, e acabei usando a bombinha ao invés de me prevenir. Hoje, arrasada com o céu escuro às 17:30, já enrolada em roupas quentes e meias, senti muuuuita falta de uma comida decente, e tive nojo dos salgadinhos congelados que me mantiveram viva nos últimos dois meses.

Mesmo assim, não queria fazer nada muito complicado, e já via a hora em que enrolaria um macarrãozinho básico com creme de leite e limão. Só que não era bem o que eu queria, não ia me aquecer. Aí fui ver os blogs de comida, tentando encontrar inspiração. A Ana Elisa falando do molho de catalogna e queijo dos strozzapretti, e sugerindo trocar a catalogna por espinafre, me fez lembrar que no freezer tem um pacote de espinafre congelado (como pude esquecer?!) E a Tatu, falando de sopas e saladas quentes, me fez enlouquecer de vontade de devorar uma sopinha básica (eu AMO sopa!) Levando em consideração que eu tinha de dar um fim em um restinho de cappelletti de carne, consegui misturar tudo e fazer uma sopinha de espinafre e cappelletti bem rápida, básica e quentinha, do jeito que eu precisava.

A receita é no estilo da minha avó, sem medidas precisas: ralei meia cebola e refoguei na manteiga. Acrescentei uns pedaços de espinafre congelado, o cappelletti e um pouco de água. Deixei cozinhar em fogo brando por 8 minutos. No quarto minuto, acrescentei um ovo caipira, e mais um pouco de água. Temperei com pimenta, um tiquinho de sal grosso, e muito azeite.

E agora, completamente aquecida, vai ser difícil me tirarem da cozinha de novo 😉

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